September 13, 2011
Pequeno demais

Tu não sabes com dói.. esse estar perto de ti

Dói tanto..

Tanto que tenho vontade de te afogar dentro mim

Pergunto-me, como fazes para doer de tal maneira…

Sem usar de ferramenta de corte, vais tão fundo..

Tão fundo que saboreias gotas de mar..

As mesmas que escondo de mim mesmo

Porém

Transforma -as em diamante nos meus olhos

Sem usar da palavra

tens o teu triunfo

fazendo caber algo, no incabível

Isso tudo enquanto gargalhas de minhas defesas…

Com suas pequenas mãos

 um punhado de ronronares..

e teus lindos olhos

escondidos aos cabelos.

Dói,

dói pelos simples fato de ser maior do que eu..

August 25, 2011
à escritora..

Tu vai achar estranho.. talvez até assustador..

Mas tem varias coisas.. que lembro de ti..

Porém mal te conheço..

pois, e “literalmente” só te vejo por aqui.. 

pelo que tu escreve…

Acho que montei um persongem..dos teus personagens (e carrego uma admiração por ele…) 

é estranho .. usar essa linguagem de aproximação.. (carta)

ainda mais hoje.. mas 

acordei corajoso.. e brega

e só tenho ela para tentar me aproximar..

Gostaria de dizer que tu é interessante.. porem não sou muito da palavra “Interessante”… prefiro dizer que tenho vontade de te conhecer.. 

e ver quem é o persongem.

August 24, 2011
Duas Mãos..

Não tinha mais vontade de sentir

Saudades

Já estava acostumado a disfarçar

Com o meu Humor negro

Mas é engraçado…

Todo sentimento tem dois lados

Um bom e um mau.

e eu que havia me esquecido…

daquele vivo

 bom e feliz

com

“ saudades de quem voltará”

August 4, 2011
Água Suja

Ficas sentando no canto

Olhando-se de fora

Sais do teu corpo

porém não vais embora.

Vê o que fica estagnado

como se gesso fosse

e só assim como teu carrasco

manténs uma certa pose.

Ficas embarreirando teu caminho

em silêncio no teu cantinho, e

ao invés de usar teu cigarro para pensar

utiliza-o da maneira mais convencional

Direcionando-o a tua covardia,

cumpres a tua lenta vontade de desistir,

quando deverias ao invés de morrer, matar.

Matar  

o teu âmago negativo,

aquele teu inimigo mais tenaz

a única pessoa que consegue te derrubar

o sem fé,

o sem crença,

o sem esperança

o teu reflexo podre.

August 1, 2011
Os personagens são todos fictícios*

Me salva!,

Disse-me ela

Ou  me ajuda!

Não lembro direito,

porém lembro mais ou menos do dia

e não esqueço a hora e nem de como ele estava

de como a quis protegê-la de uma esquina a outra

de como eu acreditei nela,enquanto ela pedia

 O como eu acreditei em mim, enquanto escutava.

Acreditei em nós.

Minha crença havia se tornando certeza.

Meu peito estava completo naqueles minutos, mesmo com o dia amanhecendo

nublado, frio e com as almas passeando pela rua.

Era perfeito, nada perigoso e quase que despretensioso

Olhava tudo isso com beleza e com um sorriso idiota estampado na cara

Novamente era perfeito, pois mostraria os dias a frente

Eu, meu peito e os restos ..

Só mesmo um idiota para pensar que

Na Republica

As 6h da manhã

Com seus mendigos e sua chuva

Nós, embalados de festa e álcool

No amanhecer rançoso de um domingo

Existiu o romantismo

Pensar que algo daria certo…

Como? Algo tão verdadeiro e bonito teria força de tornar-se real em um dia tão feio e mentiroso, ainda mais na companhia de uma cidade tão Linda e traiçoeira.

Bom..

Pelo menos hoje, eu já ficaria feliz se alguém me corrigisse e falasse que fora em um Sábado.

August 1, 2011
Bela Música.. Puff!*

Se fosse uma boa musica..

Queria .. um batida..

Arrastada ..

Quase como as de fim de festa.

Ou de início..

De um bar bem enfumaçado..

E tão difícil de explicar, como..

de agüentar..

Sóbrio…

Para tentar.. entender.. o que passa em minha cabeça..

E como um passo bêbado quase caindo..

Que anda ziguezagueando .. e quando.. e vai cair..

Dará mais dois passos.. e alinha para cair para o outro lado…

Acelerando e divagando… vagar ando

E uma voz.. rouca feminina… ao fundo.

“Am I so weak? Tell me, am i so weak”

Sendo que

escorado na parede, dá até para dançar..

Posso até bater minhas costas nela..

mas não é flagelar-se..

e sim..  tentar  se fazer acreditar que está vivo..

Que sente dor.. física..

Ou não .. no Máximo.. alguma coisa.. que o toque..

Que o mexa..

Um ação e reação..

que o empurre de volta..

Que o coloque o para frente..

Que represe.. a vontade ..

Que manifeste a raiva em silêncio…

Que deixe,(-) o beber em pé…

Que o coloque de pé…

E faça o parar de pensar.. que você é o pior do mundo..

Seu otário..

Imbecil…

Acorde.. de manhã..

e vá dormir..

a noite…

tu vai estar bem melhor

do que de dia…

pois..

tu quer uma vida.. diferente..

pois .. a diferença te torna especial..

na tua ilusão..

você nunca vai saber como as pessoas..

 te enxergam..

igual…

isso não tem que importar..

tens que perceber.. e fazer..  entender..

é

como eu vou fazer para me enxergar..

mesmo que tenha que me envergar..

só assim

saberas  como vender-se…

saber quem eu tu és..

para amar a sí.. ..

e aceitando-se para ser aceito

e se tornar

uma boa Música

Sólida  como um relâmpago

Bêbada como a gramática

E totalmente paroxítona

August 1, 2011
Perturbado

A cicatriz exposta pelo insano

Sem limitar meus movimentos insones

Deitado no berço

Fez-me passear em hotel abandonado

movimentando os  elevadores

de uma forma lenta e manual

escutando cada ruído na forma de um trem

levando-me em meio aos jardins

fontes de pedra e imagens de querubins

que minuto claras, minuto escuras

criando vida pelas nuvens e pela lua

deixavam-me com medo

isso até cessar o vento

e surgir o suspiro em forma de carne

entregando-me o ego e salivando-me a boca

dando-me a chance de labiar

e saborear cada penugem de sua pela

e agora da cicatriz

eu faço  ferida

com a cor vibrante do corte

tenho o alimento

e a passagem de volta

Por meio de sonho

Mas confuso fico e perdido encontro-me

Acordado, e

buscando a saída  para o que não há entendimento.

August 1, 2011
Vs.

Não era um preparativo para a discussão

Ou algum assunto profundo.

Só, um tinha trabalho a fazer

E ou outro ficara a observar seu mundo

Na simplicidade da companhia

Embora não houvesse a mínima atenção

Na mesma sala estavam, um e outro

Um focado em trabalho

O outro no pequenino sofá

Que em minutos o silenciou

E acabou engolido

pela indiferença

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